Desenrola 3.0: governo prevê até R$ 90 bilhões em dívidas para renegociação
O governo federal prevê que instituições financeiras apresentem até R$ 90 bilhões em dívidas antigas na primeira etapa do Desenrola 3.0. A iniciativa busca facilitar a renegociação de débitos, principalmente de consumidores de baixa renda. O processo começará com a seleção das carteiras de crédito, enquanto as condições para os devedores ainda serão definidas.
O governo federal estima que bancos e outras instituições financeiras poderão apresentar até R$ 90 bilhões em dívidas antigas na primeira etapa do Desenrola 3.0. O programa pretende facilitar a renegociação de débitos de consumidores, com atenção especial às famílias de menor renda.
Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Fazenda, a etapa inicial será voltada às instituições credoras, que deverão informar o volume de dívidas que desejam oferecer ao governo. Os consumidores ainda não precisam procurar os bancos para aderir ao programa.
Como funcionará o Desenrola 3.0?
O processo começará com um chamamento público destinado a bancos, instituições financeiras e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs).
Após a publicação do edital, as instituições terão cinco dias úteis para apresentar informações sobre as carteiras de dívidas elegíveis.
Com esses dados, o governo poderá organizar um leilão para adquirir os créditos com desconto. A previsão apresentada é de que essa etapa ocorra em novembro, podendo ser adiada para o início de dezembro.
Por que R$ 90 bilhões em dívidas podem custar até R$ 9 bilhões?
O modelo prevê um desconto mínimo de 90% sobre o valor nominal das carteiras de crédito.
Isso significa que, caso fossem adquiridos todos os R$ 90 bilhões estimados, o desembolso máximo inicial seria de R$ 9 bilhões.
Esse valor, porém, é apenas uma estimativa. O governo não está obrigado a comprar todas as dívidas oferecidas, e a concorrência entre os credores poderá resultar em descontos superiores a 90%.
Quais dívidas poderão participar?
Entre os critérios apresentados para o programa estão:
- Dívidas de até R$ 10 mil, considerando o valor original.
- Atrasos entre 720 e 1.645 dias.
- Débitos de cartão de crédito, incluindo crédito rotativo e parcelado.
- Empréstimos pessoais sem desconto em folha de pagamento.
- Dívidas elegíveis de pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs).
A inclusão efetiva dependerá das regras do programa e da seleção das carteiras apresentadas pelas instituições.
Quando os consumidores poderão renegociar?
A renegociação com os consumidores ocorrerá somente depois das etapas de apresentação, avaliação e eventual compra das carteiras de crédito.
A proposta é repassar aos devedores os descontos obtidos na aquisição dessas dívidas, permitindo pagamentos à vista ou parcelados.
Entretanto, as taxas de juros, os prazos e as condições de pagamento ainda dependem de regulamentação.
Por enquanto, o mais importante é acompanhar os comunicados oficiais e aguardar a divulgação das regras de participação.
O que acontece agora?
O próximo passo será a apresentação das carteiras de crédito pelas instituições interessadas. Com essas informações, o Ministério da Fazenda poderá avaliar o volume de dívidas disponíveis e definir os parâmetros do leilão.
A expectativa é que o Desenrola 3.0 amplie as possibilidades de recuperação financeira para consumidores endividados, mas os resultados dependerão da adesão dos credores e das condições finais de renegociação.
Fonte das informações: Agência Brasil, reportagem sobre a terceira fase do Desenrola, publicada em 21 de outubro de 2026.
Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação personalizada de investimento ou aconselhamento financeiro individualizado.
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